encanadores galeria

A galeria do ass

Não gostava de abrir aquela caixa, mas seus olhos já se inundavam de pesar. Normalmente ele a deixava em um canto do armario escondida como os seus pensamentos sobre ela. No entanto, o cano do revólver apontado em sua nuca o forçava a pensar o contrário. Aos poucos calculava os segundo que ainda tinha de vida assim que o homem encapuzado descobrisse a verdade. A raiva escapou pela garganta de seu torturador. Onde está os encanadores?, disse ele perdendo as ultimas gotas de paciência que tinha, mas o homem aflito não conseguia responder, não por estar com medo, mas sim por ser verdadeiramente culpado.

Sua mente fria e psicopata era culpada por derramar diversas lágrimas e muitas delas eram do homem que apontava a arma para sua cabeça. O item procurado era o óculos que sua noiva usava na noite em que desapareceu, e eles estavam naquela caixa. O assasino pensou, se ao menos conseguisse uma distração para alcançar a faca na estante estaria livre da vingança de seu crime. Então fez a unica coisa que sabia fazer, mentiu. Jurou por sua vida que o levaria até ela, que ainda estava viva, mas que para isso ele também precisava estar. O intruso concordou com lágrimas escorrendo de seu rosto marcado pela tristeza. O homem se levantou e se dirigiu vagarosamente em direção a estante. Agarrou a faca e partiu para cima do pesaroso noivo. A vantagem da surpresa ficou clara quando a faca arrancou um naco de pele da barriga do jovem. Mesmo com o golpe ele teve força e agilidade o suficiente para evitar que ele fosse letal. Caído no chão o assassino pulou em cima dele e tentou cravar a adaga em seu peito, mas, mesmo caído teve forças de impedir o punhal há alguns centímetros de sua pele.

O embate de forças parecia estar perdido quando o psicopata disse que aquela era a mesma faca com a qual havia cortado a garganta de sua futura esposa. Uma explosão de ira irrompeu dentro do ex-noivo e com ela uma força sobre-humana. O assasino foi jogado para trás e bateu a cabeça na porta do armário quebrando-a. A caixa caiu sobre seu corpo confuso pelo golpe. O jovem a agarrou e retirou a tampa revelando os óculos perdidos. Sem olhar duas vezes pegou o revólver do chão e disparou seu pente inteiro no peito do assasino. Virou as costas para seu corpo sem vida e foi embora daquele sarcófago.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *