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A conta é simples

Todo mundo sabe que o país está em crise. Mas até que ponto isso afeta a exportação? Como em toda crise, oportunidades surgem àqueles que ousam arriscar. Existem empresas que têm exportado mais e lucrado mais nesses tempos de economia fragilizada. O mercado interno pode não estar bom, mas a desvalorização da moeda frente à instabilidade política faz com que as exportações cresçam.

A conta é simples: se, antes, com um dólar você comprava um produto de três reais. Agora, com o mesmo dólar, você pode comprar um produto de quatro reais. Ou, pensando numa escala maior de vendas, pode adquirir mais produtos. Aproveitando a fragilidade da moeda brasileira, empresas internacionais aproveitam para comprar onde é mais barato. No caso, o Brasil.

O maior problema é que o Brasil, historicamente, sempre exportou matéria-prima e/ou commodites e importou produtos industrializados. Por isso, a balança comercial nem sempre é favorável. As importações brasileiras vêm de países mais como EUA, Inglaterra, Japão e China. Exportamos ferro, importamos carros. Exportamos minérios, importamos computador e eletroeletrônicos.

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As importações que atrasam o Brasil. Ou, pelo menos, o que faz o país deixar de ganhar. Melhores condições para as indústrias gerariam uma economia mais forte, menos dependente. As importações tiram o espaço do produtor nacional. É um problema, porque desestimula a indústria local. Assim, cresce a dependência das importações cada vez mais.

Outro problema das importações são os impostos. As altas taxas tributárias dificultam as importações e, pior, encarecem o preço para o consumidor final. O Brasil é um dos países que mais cobra taxas, o que, teoricamente, gera uma proteção a produtos locais. O problema é que, sem o investimento em desenvolvimento, nem a indústria nem o consumidor final ganham. As indústrias não crescem e o preço ao consumidor sai caro.

O preço de carros e eletrônicos foram do país saem bem mais barato que aqui. Não à toa pessoas com freqüência vão para Miami, para fazer compras. E isso obviamente não é bom para a indústria local – que não vende –, para o governo – que não arrecada – e para o consumidor – que paga caro. O ideal seria as taxas de importações fossem um pouco menores. Mas, paralelamente, também tivéssemos o investimento na indústria local.

Por causa das altas taxas, importar continua sendo um problema aqui. Isso não é bom pra ninguém, nem pra indústria nem para o consumidor. Talvez, o governo se beneficie com isso.

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